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A felicidade paradoxal: Ensaio sobre a sociedade de hiperconsumo (Gilles Lipovetsky)

21 jun

Segue abaixo o meu fichamento extraído do livro A felicidade paradoxal: Ensaio sobre a sociedade de hiperconsumo (Gilles Lipovetsky)

Uma nova modernidade nasceu: ela coincide com a”civili- zação do desejo”que foi construída ao longo da segunda metade do século XX.  (LIPOVETSKY, 11, p.11)

Estabeleceu-se uma nova fase do capitalismo de consumo: ela não é mais que a sociedade de hiperconsumo. (LIPOVETSKY, 11, p.12)

Política de marca, “criação de valor para o cliente”, sistema de fidelização, crescimento da segmentação e da comunicação: está em atividade uma revolução copernicana que substitui a empresa “orientada para o produto” pela empresa orientada para o mercado e o consumidor. (LIPOVETSKY, 11, p.12)

O materialismo da primeira sociedade de consumo passou de moda: assistimos à expansão do mercado da alma e de sua transformação, do equilíbrio e da auto-estima, enquanto proliferam as farmácias da felicidade. (LIPOVETSKY, 11, p.15)

[…] a questão da felicidade interior “volta á tona”, tornando-se um segmento comercial, um objeto de marketing que o hiperconsumidor quer poder ter em mãos, sem esforço, imediatamente e por todos os meios. (LIPOVETSKY, 11, p.15)

Os corpos são livres,a miséria sexual é persistente. As solicitações hedonísticas são onipresentes: as inquietudes, as decepções,as inseguranças sociais e pessoais aumentam. Aspectos que fazem da sociedade de hiperconsumo a civilização da felicidade paradoxal. “Quem fala da felicidade com frequência tem os olhos tristes”,escrevia Aragon. (LIPOVETSKY, 11, p.17)

“Sociedade de consumo”: a expressãoaparecepela primeira vez nos anos 1920, populariza-se nos anos 1950-60,e seu êxito permanece absoluto em nossos dias,como demonstra seu amplo uso na linguagem corrente, assim como nos discursos mais especializados. (LIPOVETSKY, 11, p.23)

Essa fase é contemporânea, igualmente, da elaboração de máquinas de fabricação contínua que, elevando a velocidade e a quantidade dos fluxos, ocasionaram o aumento da produtividade com custos mais baixos: elas abriram caminho para a produção de massa.  (LIPOVETSKY, 11, p.27)

Assim, as técnicas de fabricação com processo contínuo permitiram produzir em enormes séries mercadorias padronizadas que, embaladas em pequenas quantidades e com nome de marca, puderam ser distribuídas em escala nacional, a preço unitário muito baixo.  (LIPOVETSKY, 11, p.27)

A economia de consumo é inseparável desta invenção de marketing: a busca de lucro pelo volume e pela prática dos preços baixos. Pôr produtos ao alcance das massas: a era moderna do consumo é condutora de um projeto de democratização do acesso as bens mercantis.  (LIPOVETSKY, 11, p.28)

Pela primeira vez, empresas consagram enormes orçamentos à publicidade; as somas investidas estão em aumento muito rápido: de 1 mil dólares em 1892, as despesas publicitárias da Coca-Cola elevam-se a 100mil em 1901,1,2 milhão em 1912, 3,8 milhões em 1929. (LIPOVETSKY, 11, p.30)

Rompendo a antiga relação mercantil dominada pelo comerciante, a fase 1  transformou o cliente tradicional em consumidor moderno, em consumidor de marcas a ser educado e seduzido especialmente pela publicidade. Com a tripla invenção da marca, do acondicionamento e da publicidade, apareceu o consumidor dos tempos modernos, comprando o produto sem a intermediação obrigatória do comerciante, julgando os produtos a partir de seu nome mais que a partir de sua composição, comprando uma assinatura no lugar de uma coisa (LIPOVETSKY, 11, p.30)

Graças a uma política de vender barato, o grande magazine transformou os bens antigamente reservados à elite em artigos de consumo de massa destinados à burguesia. (LIPOVETSKY, 11, p.31)

 

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Publicado por em junho 21, 2012 em Uncategorized

 

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